
Equipe Focus
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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) ocupou os microfones do Senado para fazer a defesa da prisão após 2ª instância. Como é peculiar ás segundas-feiras, o plenários estava vazio. Para o senador, a atenção do povo estará voltada para o Senado porque a CCJ da Casa vai votar a proposta de emenda à Constituição 05/2019, que autoriza o início do cumprimento provisório da sentença penal condenatória após decisão em segunda instância.
Ao destacar que somente a pressão da sociedade é capaz de convencer os parlamentares a votarem favoravelmente à proposta que, para muito, é cláusula pétrea da Constituição, o senador voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal. Recentemente, o STF mudou o entendimento vigente e julgou ilegal a prisão após decisão de segunda instância.
“Com essa decisão vergonhosa do Supremo Tribunal Federal, nós tivemos a possibilidade de libertação de pedófilos, de homicidas, de traficantes, de empresários corruptos e também de políticos poderosos corruptos”, lamentou o senador.
Senador de primeira viagem, Eduardo Girão tem se mostrado muito ativo em campanhas como esta e em outras, como a que pretende proibir no Brasil a venda de cerveja nos estádios de futebol e outros palcos esportivos.
Sua eleição no Ceará foi a surpresa da disputa de 2018. A votação do então candidato pelo Pros acabou por desbancar o favorito a uma das duas vagas. No caso, o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB). A boa votação obtida por Maira Pinheiro também ajudou a elegê-lo para o Senado.
Eduardo Girão é um ativista contra o aborto e contra a criação de facilidades para portar armas de fogo. O senador pertence à base política do Governo, mas mantém sua posição quando se trata de questões de princípios, como os remas relacionados às armas.







