Senadores defendem regulação dos serviços de saúde verticalizados que geram monopólio no setor

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Com menores custos e sem fiscalização adequada, operadoras verticalizadas vão engolindo a concorrência e concentrando o mercado.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br

Os escandalosos casos recentemente ocorridos no Brasil de obrigar médicos a prescrever um determinado medicamento aos pacientes chama a atenção para um ponto fundamental: a verticalização da saúde por parte das operadoras que buscam a concentraçãodo mercado.

Por verticalização entenda-se o controle absoluto de toda a linha de serviços de saúde mantendo seus próprios hospitais, laboratórios de análises, estruturas de exames de imagem e o controle dos médicos mantendo-os como assalariados com autonomia restrita.

Certamente é algo para ser observado pelos nossos legisladores. E, a julgar por diversos posicionamentos públicos, isso parece estar em andamento. Na CPI da Covid, por exemplo, a verticaliação do setor de saúde já chamou a atenção dos senadores.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que a verticalização permitiu o acobertamento de práticas potencialmente criminosas. “Quando cuidados paliativos são usados para reduzir gastos, claramente estamos diante de uma inversão de prioridades. A verticalização, de fato, gera economia, mas também diminui etapas para que os envolvidos constatem equívocos ou impropriedades. Todas as etapas do atendimento médico ficam sob uma única fiscalização e uma única responsabilidade, que pode omitir falhas e, no caso presente, crimes. É evidente a omissão da agência reguladora responsável, a ANS, que não cumpriu seu dever de fiscalizar”, disse o senador potiguar.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) percorre linha similar: “É preciso ter mais transparência entre quem opera um plano de saúde, quem vende um plano de saúde e a prestação de serviços. Plano de saúde vertical precisa ter alguma regulação entre a operadora e os estabelecimentos hospitalares. (…) O estabelecimento hospitalar de propriedade da operadora pode se utilizar da atuação terapêutica para reduzir o custo e consequentemente melhorar o ganho”.

Com informações da Agência Senado

Leia Mais
+Hapvida compra hospital em Brasília por R$ 22 milhões

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Como Lula virou a eleição: AtlasIntel revela a mobilização histórica que derrotou Flávio Bolsonaro

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

MAIS LIDAS DO DIA

O dia em que virei clone de um golpista; Por Helder Ferreira de Moura

Comércio online. Foto: Freepik

Comércio eletrônico movimenta R$ 9 bilhões no Ceará até setembro

Quatro suplentes devem assumir vagas na Câmara de Fortaleza em 2027

Imposto do Pecado terá alíquotas de até 66,7% para cigarros em 2027