
Equipe Focus
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Alguns deputados cearenses do União Brasil se posicionam contra a proposta do governo estadual de aumentar impostos. “A iniciativa de Elmano de Freitas (PT) traz prejuízos para a sociedade como um todo, principalmente os mais pobres”, destacaram em nota.
Assinada pelos deputados Sargento Reginauro, Oscar Rodrigues, Felipe Mota e Firmo Camurça, o texto enfatiza que “causou surpresa a argumentação do governo, segundo a qual, o Estado pode quebrar e deixar de executar suas políticas públicas em favor dos vulneráveis”.
“Menos de um mês antes, o governador Elmano esteve na Assembleia para apresentar sua mensagem governamental. Nela, foram apontados os resultados da gestão anterior, incluindo até mesmo aumento de arrecadação. Mais investimentos, mais empregos, hidrogênio verde, um cenário de maravilhas”, desenvolveram.
“Eis que agora, apresenta um quadro completamente adverso, como se a mensagem anterior fosse apenas uma fantasia. Em qual das mensagens podemos acreditar? A dos gestores competentes que fizeram o Ceará prosperar, ou esta de agora em que o Estado está prestes a quebrar?”, argumentaram os deputados da oposição.
Para eles, neste momento de incertezas na economia, com projeção de menos crescimento e mais inflação, além de juros altos, “é, no mínimo, um açodamento, um verdadeiro atropelo, propor o aumento de 11,11% no ICMS”.
“Nós queremos que haja um amplo debate, para que possamos apresentar e buscar alternativas, deixando para o final da fila, se realmente indispensável, a possibilidade de aumento de imposto. O aumento do ICMS vai fazer a inflação disparar, atingindo fortemente os mais vulneráveis, principalmente na forma mais cruel: o desemprego e a fome”, apontaram.
“Não custa lembrar que o governador, tanto como candidato, depois de eleito, e até depois de tomar posse, foi firme em suas afirmações, de que não haveria aumento de impostos no seu governo. Queremos apoiar o governo para melhoria do Estado, não para aumentar impostos”, finalizaram.
Em outro momento, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, usou as redes sociais para também comentar sobre os projetos do petista. “A velha máxima que é necessário primeiro fazer o “dever de casa” para dar o exemplo não está sendo cumprida. Assim fica difícil mobilizar a solidariedade coletiva da sociedade cearense em torno de sacrifícios tão dolorosos para manter o fundamental ajuste fiscal do Estado”, disse.
Aqui, ele se refere aos textos de criação de novas secretarias e do aumento do ICMS sobre alguns produtos e o pedido de autorização para operação de crédito no valor de R$ 900 milhões no Banco do Brasil.
Outro que se manifestou foi Capitão Wagner, secretário de Saúde de Maracanaú. “O Governo do Estado enviou proposta para criar 10 novas secretarias para comportar os aliados políticos, e alega que, pra ter “equilíbrio fiscal”, precisará demitir terceirizados; aumentar impostos (ICMS) e endividar o Estado com mais um empréstimo em R$ 900 milhões”, apontou CW.







