Equipe Focus
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Boletim divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, 16, afirma que o PIB do Ceará cresceu 0,2% no 1º trimestres de 2019, em comparação com igual período de 2018. Entretanto, “no mercado de trabalho formal, houve eliminação de 3,9 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em maio, ante criação de 5,4 mil vagas em igual período do ano anterior, de acordo com estatísticas do Caged”.
Veja o que diz o Boletim Regional sobre o Ceará
De acordo com o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o PIB do Ceará cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2019 comparativamente ao mesmo período de 2018, reflexo das expansões na agropecuária (3,2%) e nos serviços (0,6%) e retração de 2,4% na indústria. Dados do IBCR-CE do trimestre encerrado em maio de 2019 em relação ao anterior, mostram acréscimo de 0,6%, considerados dados dessazonalizados. Nos últimos 12 meses, houve elevação de 1,9%.
Sob a ótica da demanda, o aumento na massa salarial e o melhor desempenho do crédito permanecem estimulando o comércio varejista. Nesse sentido, as vendas do comércio ampliado cresceram 1,8% em doze meses terminados em maio, de acordo com dados da PMC do IBGE, com alta de 5,8% na comercialização de veículos, motocicletas, e de 3,9% em materiais de construção. Na margem, as vendas cresceram 2,1% no trimestre encerrado em maio, comparativamente ao trimestre anterior, segundo a série dessazonalizada. O setor de serviços segue registrando recuo no período de doze meses (4,5%), segundo dados da PMS do IBGE, contudo apresentou variação positiva (2,1%) na margem, dados dessazonalizados.
No mercado de trabalho formal, houve eliminação de 3,9 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em maio, ante criação de 5,4 mil vagas em igual período do ano anterior, de acordo com estatísticas do Caged. Considerados dados mais abrangentes da PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego no Ceará recuou para 11,4% no primeiro trimestre de 2019, ante 12,8% no mesmo período de 2018. Considerando dados dessazonalizados pelo Banco Central, observou-se redução de 0,3 p.p. na taxa de desemprego ante o trimestre imediatamente anterior, refletindo acréscimo de 0,4% na população ocupada e estabilidade na força de trabalho. Comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos ocupados cresceu 4,7% e a massa salarial 8,0%.
A carteira de crédito cearense continua a mostrar sinais de recuperação com ênfase na carteira de pessoas físicas que atingiu R$42,2 bilhões, elevações de 3,4% no trimestre e de 11,8% em doze meses, com destaque, no trimestre, para as modalidades financiamentos imobiliários e crédito consignado.
A carteira de pessoas jurídicas somou R$29,4 bilhões, com retrações de 1,2% no trimestre e de 8,5% em doze meses, ressaltando, no trimestre, as contratações da indústria de transformação e dos serviços industriais de utilidade pública.
No âmbito da oferta, a produção industrial do Ceará cresceu 1,6% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando decrescera 2,0%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIM-PF do IBGE. Destaque-se os crescimentos de 11,0% em artigos de vestuário, e de 5,0% na fabricação de bebidas e a redução de 15,7% na produção da metalurgia.
O faturamento real da indústria de transformação cearense decresceu 3,2% no período de doze meses encerrado em maio deste ano, em relação a igual intervalo de 2018, de acordo com o Núcleo de Economia e Estratégia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Na mesma base de comparação, houve redução nas horas trabalhadas (1,4%), no pessoal empregado (4,2%) e na remuneração real (4,2%). A utilização da capacidade instalada média atingiu 78,5% no período, ante 81,4% no mesmo período de 2018.
A balança comercial do estado apresentou saldo nulo no primeiro semestre de 2019, em comparação ao deficit de US$279 milhões em igual período de 2018, refletindo aumento de 9,9% nas exportações, que totalizaram US$1,1 bilhão e retração de 15,8% nas importações. O desempenho das vendas externas foi impulsionado por variação de -1,7% nos preços e de 11,7% no quantum, com destaque para os embarques de produtos manufaturados (calçados; motores, geradores e transformadores elétricos e suas partes e demais produtos manufaturados). As compras foram impactadas principalmente pela retração nas aquisições de combustíveis e lubrificantes e de bens de capital (equipamentos de transporte industrial, helicópteros).
Do lado da arrecadação do estado, a receita com ICMS, em doze meses até maio recuou 3,1% em termos reais. No mesmo período, as transferências da União para o estado e municípios, decresceram 0,5% em termos reais, de acordo com dados do Ministério da Economia.
Considerada a variação do IPCA da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a inflação alcançou 1,38% no segundo trimestre, ante 1,90% no trimestre anterior, com desaceleração nos preços dos livres, 0,82% ante 1,86% e aceleração em monitorados, 3,31% ante 2,05%. Dentre os monitorados, o reajuste na taxa de água e esgoto (12,39%) e em ônibus intermunicipal (9,83%) foram as maiores contribuições para o resultado. O comportamento dos preços livres repercutiu, em especial, menor inflação de alimentação no domicílio (redução dos preços de alimentos in natura). Adicionalmente, observou-se aumento da inflação de bens industriais e redução em serviços.
A variação do IPCA da RMF atingiu 3,87% em doze meses encerrados em junho ante 4,27% em março. Os preços livres variaram 3,91% ante 4,10% na mesma base de comparação; os monitorados, 3,73% e 4,86%. Registrou-se aceleração nos preços dos serviços e dos bens industriais, mas permanecendo em níveis confortáveis.
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