Advocacia como instrumento para cidadania, por Andrei Aguiar

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Andrei Aguiar Sócio do Escritório Aguiar Advogados. Presidente da Associação Brasileira dos Advogados regional Ceará

Por Andrei Aguiar
Post convidado

Não raras vezes, percebemos uma incompreensão da sociedade acerca da importância da atividade profissional do advogado. Em algumas situações, incrustam na advocacia a pecha de se tratar de uma classe privilegiada, em detrimento de outras categorias também relevantes, como médicos e engenheiros, apenas para citar algumas.

O fato é que a própria cidadania passa pelo pressuposto de um Estado Democrático que revele garantias, direitos e deveres aos cidadãos, sendo, o sistema de justiça (em sentido amplo), o fiador deste modelo.

Nenhuma sociedade moderna busca a consecução da injustiça, com julgamentos realizados por juízes imparciais, ou ainda que assegurem direitos e/ou deveres distintos para situações semelhantes.

Àqueles preceitos que o Poder Legislativo estabeleceu como relevantes para a nação, cabe ao advogado o relevante papel de defendê-los contra qualquer estrutura de poder (seja econômica e financeira ou política), inclusive em face do próprio Estado.

Não à toa que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu no seu art. 133 a indispensabilidade do advogado para administração da justiça, uma vez que a este cabe a difícil tarefa de lutar para neutralizar os abusos, fazer cessar os arbítrios, assegurar os direitos e, sobretudo, proteger as liberdades dos cidadãos.

Nesse mês da advocacia, afigura-se imprescindível rememorar e reafirmar a importância da profissão, não apenas para o sistema de justiça, mas sobretudo para a sociedade, enquanto instrumento garantidor da cidadania.

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